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Promover o empowerment no internamento

EMPOWERMENT: Adquirir controlo sobre a própria vida. Empoderar implica ajudar os indivíduos na sua autodeterminação e autonomia para que possam exercer mais influência na tomada de decisões sociais e para aumentar a sua auto-estima. O “empowerment” ou empoderamento devolve poder e dignidade a quem desejar o estatuto de cidadania, e principalmente a liberdade de decidir e controlar seu próprio destino com responsabilidade e respeito pelo outro. (OMS, 2010).

 

A opção de viver numa estrutura residencial não retira à pessoa a capacidade de exercício dos seus direitos. A fragilidade que frequentemente motiva a opção pelo acolhimento residencial não deve diminuir o residente, antes alertar-nos para a necessidade de lhe assegurar o seu exercício. É muito importante para o bem-estar emocional e físico dos residentes terem oportunidade de fazer escolhas e de tomar decisões. Se assim não for, limita-se a autonomia violando-se, o princípio do respeito pela pessoa do residente e sua autodeterminação”. (ISS, 2005)

“Devemos, por isso, encorajar os residentes a decidirem, tanto quanto possível, o que querem comer e quando, o que fazer ao longo do dia, o que querem vestir, a hora a que se querem deitar ou levantar”. Por outro lado, o acolhimento na estrutura residencial sendo um momento crucial para uma boa integração, deve, minimizar riscos como, “a de perda de identidade, vínculos afectivos, desenraizamento, receio da mudança, tendência a rejeitar a integração, auto-culpabilização ou sensação de estar a sofrer uma punição” (ISS, 2005).

 

Concluindo, a participação activa dos próprios utentes nas decisões da sua vida ou da comunidade a que pertence, é fundamental, para o seu bem-estar global. Poder exprimir-se perante um grupo, fazer-se ouvir, defender os seus interesses e do grupo e envolver-se na dinâmica comunitária, são aspectos essenciais para o seu crescimento pessoal e para a sua satisfação enquanto residente.

 

Gabriela Álvares Pereira

Psicóloga Clínica

 

Referências Bibliográficas:

Grupo de Coordenação do Plano de Auditoria Social & CID - Crianças, Idosos e Deficientes - Cidadania, Instituições e Direitos (2005). Manual de boas práticas: Um guia para o acolhimento residencial das pessoas mais velhas. Lisboa: Instituto da Segurança Social, I.P.

World Health Organization (2010). User empowerment in mental health – a statement by the WHO Regional Office for Europe. Copenhagen: WHO.



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