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Envelhecimento

O processo de envelhecimento e a velhice devem ser considerados como parte integrante do ciclo de vida. Ao longo dos tempos, o conceito de envelhecimento e as atitudes perante os idosos têm vindo a mudar e reflectem, por um lado, o nível de conhecimentos sobre a fisiologia e anatomia humanas e, por outro lado, a cultura e as relações sociais de várias épocas. Assim, envelhecer com qualidade, implica um envelhecimento com saúde, autonomia e independência, o mais tempo possível, o que constitui um desafio à responsabilidade individual e colectiva, com implicação direta no desenvolvimento social e económico das sociedade e dos países. Deste modo, é fundamental que tanto os idosos como a sociedade envolvente, os ajude a envelhecer criativamente, desmistificando os diversos mitos e estereótipos, e promova as suas capacidades, criando uma cultura de respeito pelos mais idosos e cuidando da sua saúde física e psíquica.

 

Promover a saúde mental no idoso passa por informar sobre o processo de envelhecimento, promover hábitos de vida saudáveis, combater o isolamento social e a solidão, reforçar ou encontrar projetos de vida e promover o envolvimento social.

 

As funções mentais e cognitivas têm uma enorme importância na autonomia da pessoa idosa. Estas capacidades tendem a diminuir com a idade, mas a prevenção desse enfraquecimento pode ser feita com atividades de vários tipos, que devem ser fundamentadas desde sempre, nomeadamente através da leitura, dos treinos de memória, da aprendizagem de novos conhecimentos, das atividades manuais e do convívio com outras pessoas.

 

Deste modo, urge a necessidade de se modificarem mentalidades e de o tema da 3ª idade passar a ser abordado deste tenra idade, uma vez que só quando a sociedade tiver interiorizado que efectivamente o processo de envelhecimento se inicia no primeiro momento após o nascimento, poderemos tomar consciência e aceitar que todos passamos por um processo de mudanças contínuas que nos vão atribuindo diferentes capacidades e modificando outras. Esta consciencialização é talvez a forma de melhorar a auto e hétero estima que sentimos pelos idosos, uma vez que alterações de papéis sociais, problemas de saúde e mudanças enquanto ser trabalhador, são modificações que todos vamos assumindo ao longo das nossas vidas e mais cedo ou mais tarde todos passaremos por elas. É fundamental ajudar a pessoa a melhorar as suas habilidades sociais, identificar os seus interesses recreativos, profissionais, culturais, religiosos e pessoais, que deverão ser ajustados ao longo da vida, uma vez que ninguém adormece jovem e acorda idoso.

 

Sendo as habilidades sociais, ou seja, os relacionamentos pessoais um aspecto de suma importância na satisfação da vida humana, uma vez que o ser humano é um ser social, é fundamental que tanto as pessoas idosas como as famílias sejam motivadas a participar e envolverem-se nos recursos da comunidade. Assim, as pessoas idosas devem participar em atividades de grupo, de preferência intergeracionais, atividades de aprendizagem e de conhecimento novos lugares, sendo muito importante a participação em grupos de suporte. Conviver e sociabilizar são de grande valia para as pessoas idosas, contribuindo para a qualidade de vida e bem-estar, sendo um exemplo o trabalho voluntário, uma vez que desenvolve o sentido de pertença a uma comunidade, o sentido de ajuda e de se sentir útil, com efeitos positivos na auto-estima e na saúde, ou seja uma excelente forma de promover o envelhecimento saudável.



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