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ENVELHECER COM SAÚDE

O mundo está a envelhecer de forma acelerada e a preocupação com a vivência

e a sustentabilidade numa sociedade em que se vive cada vez mais anos e se

nasce cada vez menos representa um dos grandes desafios das sociedades

modernas.

O envelhecimento precipitado é uma experiência totalmente nova: a população

europeia entre os 65 e os 80 anos vai aumentar 40% entre 2010 e 2030 e na

União Europeia, as pessoas com mais de 65 anos representarão, em 2060, 30%

da população total.

Com o envelhecimento aumentam os riscos de fragilidade da saúde física e

mental, prevalecem e agravam-se as doenças crónicas, acrescem os níveis de

dependência, aumenta a pressão sobre os sistemas de saúde, de apoio social e

nas famílias (nas pessoas com mais de 65 anos, 25% apresentam algum tipo de

dependência e nas com mais de 80 anos, 50% necessitam de apoio mais

continuado pelos vários tipos de dependência).

O envelhecimento ativo significa, entre outras coisas, conseguir manter as

pessoas mais autónomas e mais saudáveis, nos seus ambientes habituais

durante o máximo de tempo possível - respeitando a sua privacidade, liberdade

e a sua autonomia - e fomentar a criação e a manutenção de vínculos com a

sociedade e inserção em redes formais e informais de ajuda ao longo do

processo de envelhecimento.

As pessoas, em todos os lugares, devem envelhecer com dignidade e segurança,

desfrutando da vida através da plena realização de todos os direitos humanos e

liberdades fundamentais. Considerar tanto os desafios como as oportunidades é

a melhor receita para o sucesso em um mundo em envelhecimento.

José Leão, Médico



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